Publicado por: Alba Bloechliger | 29/08/2009

Havia perdão de pecados antes da morte de Jesus?

O Novo Testamento afirma que Jesus Cristo é o único caminho à salvação. Ele disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Pedro acrescentou: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12).

Antes de Jesus, houve pecado e condenação. Todos pecaram (Romanos 3:23) e mereceram a morte espiritual (Romanos 6:23). Paulo diz que a lei do Antigo Testamento mostrou o problema (Romanos 3:20; Gálatas 3:22), e que a fé em Jesus Cristo é a solução (Gálatas 3:23-27; Romanos 3:24-26). Nesta última citação, ele comenta sobre a necessidade do sangue de Jesus para fazer propiciação pelos nossos pecados.

Como, então, pode se falar de perdão antes da morte de Jesus? Quando Moisés revelou as instruções sobre holocaustos e outros sacrifícios, ele disse que os pecados do povo seriam perdoados por meio dessas ofertas (Levítico 4:20,26,31,35; 5:10,13,16,18; 6:7; etc.). João Batista, alguns anos antes do derramamento do sangue de Jesus, pregou “batismo de arrependimento para remissão de pecados” (Marcos 1:4).

Se já existiam meios para perdoar pecados, por que Jesus se sacrificou na cruz? O livro de Hebreus esclarece esta questão. Ele nos ensina que:

Œ Os sacrifícios anteriores não foram suficientes para perdoar pecados: “Nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos, porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (10:3-4).

 Os pecados cometidos sob o Velho Testamento foram perdoados pela morte de Jesus: “Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados” (9:15).

Para ilustrar o significado destes trechos, podemos usar a prática comum de pagar dívidas com cheques pré-datados. Os sacrifícios do Antigo Testamento e o batismo de João foram como cheques pré-datados assinados com a confiança que o sangue de Jesus seria “depositado na conta” na data certa. Foram condicionados no sacrifício futuro de Jesus.

Hoje, é diferente. Quando demonstramos a fé pelo arrependimento e o batismo para remissão dos pecados (Atos 2:38), confiamos no depósito que já foi feito no Calvário, e recebemos o perdão dos nossos pecados.

–por Dennis Allan

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Responses

  1. Manoel, acho melhor voce ler a Bóblia com mais espiritualidade e pedir mais entendimento a Deus, porque Jesús não deixou igreja, mas somente ensinamentos a nós!
    Igreja significa templo, e templo para o Senhor é onde Ele mora, isto é, o nosso coração!
    Ele disse: ” onde estiverem 2 ou 3 reunidos em meu nome, eu ali estarei”
    Cristo tomou sobre si os nossos pecados, mesmos os que ainda não haviam nascido. Fez uma espécie de Cheque pré-datado, desculpe a expressão, mas é a que mais se encaixa, e assim todo o que Nele crê e obedece, arrependendo-se dos seus pecados com sinceridade de coração, confessa-se a Deus e Dele recebe o seu perdão, por Jesús Cristo, único mediador entre Deus e os homens!
    Penha

  2. Por que Deus requeria sacrifício de animais?

  3. Se bastasse o baptismo e o arrependimento para obter o perdão dos pecados porque é que Cristo, explicitamente, enviou os seus discípulos pelo mundo com o poder de perdoar pecados?
    “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, lhe serão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, lhes serão retidos” (Jo 20,22-23).
    Cristo assumiu as nossas culpas perante a justiça divina mas o perdão dos pecados não ficou automaticamente ao dispor de qualquer um só por esse facto O perdão só pode ser dado da forma que Cristo determinou. E Cristo até previu que esse perdão pudesse ser negado.
    Em resumo:

    1 – O Pai não pode perdoar pecados directamente. Não porque lhe seja impossível – a Deus nada é impossível – mas porque ao entregar a seu Filho a missão de salvar os homens, lhe entregou também todo o poder.”Todo o poder me foi dado no céu e na terra” (Mt 28; 18) disse Jesus.

    2 – Jesus Cristo não pode directamente perdoar pecados. Ele recebeu de seu Pai esse poder que utilizou amplamente enquanto viveu na terra. Porém, ao subir ao céu deixou esse poder aos seus discípulos, os ministros da sua Igreja, que Ele preparou durante três anos para serem continuadores até ao fim do mundo da sua missão. Transmitindo sucessivamente a outros esses poderes, no seio da sua Igreja.
    “Aqueles a quem perdoardes os pecados, lhe serão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, lhes serão retidos” (Jo 20,23).

    3 – Há pecados que não podem ser perdoados. São os ministros da Igreja que Cristo fundou, descendentes actuais dos seus discípulos, que decidem, em face da natureza, circunstâncias e grau de arrependimento do pecador, que pecados devem ou não ser perdoados. Na certeza de que os ministros que usem tal poder, terão que prestar contas a Cristo pelas decisões que tomem.

    4 – Para que os ministros da verdadeira Igreja de Cristo possam perdoar, ou não, os pecados e possam fazê-lo de forma consciente e responsável – porque terão que prestar contas a Cristo – os pecados têm que ser-lhes revelados. Bem como as circunstâncias e o grau de arrependimento. É isso a confissão praticada na Igreja católica.
    Cristo não precisava que os pecadores lhe confessassem os pecados porque tinha, como Deus, o poder de conhecer as consciências e o grau de arrependimento de cada um. Mas quando Ele, antes de subir ao céu, deu aos seus discípulos o poder de perdoar pecados não achou conveniente, ou possível, dar-lhes também o poder de ler as consciências. Por esse motivo, a confissão é indispensável ao perdão dos pecados. E os pecados não podem ser perdoados de outro modo, pouco importando a nossa opinião arespeito disso. Se temos fé; se acreditamos em Cristo, temos que fazer a sua vontade que é também, seguramente, a vontade do Pai.


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